Bem, ja que a Bia pediu para que contasse o motivo do meu estress com a Fúlvia vou relatar. A fúlvia é uma angora de linhagem pobre, filha de gatos registrados, me foi doada por ter nascido de tres cores, o que, me parece, desqualifica a espécie. Rejeitada no parto e a procura de quem a adotasse veio para cá ja com uns seis meses aproximadamente. Pela incompatibilidade e descaso acabou criando maus hábitos como fazer xixi em panos e toalhas e tapetes. A muito custo, com carinho e dedicação conseguimos ao final de algum tempo educa-la, e o espaço com terra ecológica e anticheiro na area passou a ser obedecido. Um ano após, agradecida por um favor prestado, a mesma dona da Fúlvia presenteou-me com um outro gato, o Félix, um lindo e peludo Persa, este bem jovem , recém-desmamado.
Do ponto de vista de higiene, mas só no primeiro momento, mostrou-se exemplar em usar a tal terrinha, o que acabou não se confirmando nos quesitos odor, modos na tijela e auto-higiêne, o que tem a Fúlvia de cheirosa tem ele de fedido fora o inútil cuidado diário com aqueles rebeldes pelos "cor de mel", exagerados é trabalhoso 'a escovação, shampoo, anti pulgas, etc. O encontro foi péssimo, terrível, desencadeando um retrocesso no desenvolvimento mental da felina que, de imediato, passou a marcar de urina toda a casa, os cantos, móveis até seus proprietários. Mera ilusão, entendi depois a mensagem, ela é quem julgava me ter, como o espaço que já não me pertencia. Depressões, reações e ruídos estranhos, depois de uns dois meses a convivência entre eles tornou-se mais amistosa, com direito a lambidas de ambos os lados e em todas as partes. Eca! Sem uma explicação coerente passei a encontrar vestígios escatológicos pela casa. Primeiro no box do banheiro, depois no tanque sem roupa, depois no tanque sobre as roupas, um dia no sofá da sala e por fim na roupa em cima da cama. Como fezes não trazem identidade e como minha capacidade de investigaão não é tão perspicaz não apliquei nenhum castigo ao sanção ao culpado, mesmo desconfiando mais dele, o fedorento. Entretanto semana passada enquanto tomava meu chimarrão na saleta do computador acompanhado por um amigo-testemunha, agradecendo a leves afagos na cabeça, Fúlvia abre as pernas e ejeta um belo e desagradável cocozão nas nossas fuças. Enfurecido, parti para cima do animal ignorante e exibi uma cena entre cômica e dantesca ao tal amigo. Arranhões, miados histéricos e gritos alucinados, abafados pelos meus insanos de repreendimento, termiram nossa amizade e afeto. Realmente, relação desfeita, pensei em doa-la, até ontem quando uma aproximação mútua foi ensaiada. Deixarei a gata em prova mas meu coração mole talvez me vença, uma chance só quem sabe.