domingo, 18 de setembro de 2005

Semana Farroupilha

Era hora de lavar a louça, ontem a comilança foi grande, os guris fizeram panquecas de tudo: doce, verdura, carne, ricota, até sem recheio, e ficou farinha, casca de ovo e prato sujo por todos os lados. Nada como um radinho para acompanhar a tarefa de limpeza, já que, por certo não teria a companhia dos cozinheiros da véspera.
Evito as estações que só tocam pop, prefiro as mais ecléticas, não sou tão globalizado, de avental e luvas vou a busca, no entanto há algo errado no dial, fosse para cima ou para baixo, tirando Cachorro Grande, que é gaucho mas também é pop, além das estações "estrangeiras" só dava música gaudéria, todos os ritmos da canção tradicionalista, nativista e pior, da tal "Tchê Music" versão embalada brega-sertaneja destes pagos. Daí lembrei que estamos na Semana do 20 de setembro, e vai ser só isso até lá na comemoração mais entusiastica do Rio Grande do Sul, é que não fui as compras estes dias, teria lembrado, tem prenda e gaucho pilchado em tudo que é estabelecimento, gente que nunca chupou uma bomba, de mate na mão, as ruas vão ser divididas por carros e tropeiros, jornais vão publicar a história da Revolução e seus heróis todos os dias, e vai ter gente de braço quebrado depois do desfile por ter caido do cavalo. A manifestação é autentica principalmente para a parcela que passa o ano em Centro de Tradições cultuando esta história, que até acreditam que esta Guerra foi vitoriosa e que esta terra não faz parte do resto do pais. Do radinho, entre os extremos, prefiro lavar minha louça em silêncio.