Querem comentários? Não tem! Só qu foram superadas todas as expectativas, repertório, tecnologia, duração e no público. Nem o calor de derreter morsas foi suficiente para abater a espera de horas para garantir uma boa localização na pista, ficamos de frente com o ídolo, tão próximos quanto possível. Detalhes sobre o espetáculo estão publicados por ai nos jornais ou páginas especializadas, portanto, como de costume, vamos nos ater apenas nos:
Bastidores da MOrsa
A viagem começou quente, muito quente, estava mais de trinta graus, e era claro que nenhum banho recente manteria a pele espessa e acostumada ao frio antartico seca por mais do que alguns minutos, e seria muitas horas entre saída e retorno sem a menor chance de nova refrescada.
O filhote esperava ansioso na frente da pedra, chegamos cedo para o translado, menos o amgoÍbis Careca, grande figura, renomado profissional da área cerebral, pós-grauduado na europa, acostumado a cultura e hábitos do velho e melhor mundo, porém um ser retraido, como é típico da espécie (Geronticus eremita), já esta no nome, mas uma boa companhia, que por ter prometido chegar cedo, falhou, sendo dos últimos a embarcar nos deixando apenas lugares ao fundo da nave, no fundo, quase junto ao ponto de expugo animal, que, embora pouco usado, trazia um temor cada vez que alguem a porta se aproximava. Passageiros rondavam a maioria a meia idade, só alguns outros carregavam suas crias, uma, da espécie advogada, parecia um marsupiau presa a sua femeazinha. Talvez os hormônios ou falta deles, associado a temperatura externa, clima e climatério, não deram vencimento ao ar condicionado e, muito antes das primeiras leguas, ja suávamos desesperados. Foi preciso abrir uma comporta para errefecimento, mas não o resolveu o suficiente.
Na chegada a capital a descoberta sobre a desorientação do navegador, um Noé sem bússula deu voltas e mais voltas a procura do local onde estariam os ingressos. Após enfrentamos o primeiro estresse morsal, um grupo de flanelinhas disfarçados de orientadores de transito, conseguem desviar o veículo para dentro de um parque inóspito, quase uma cena de sequestro, já que o infeliz do aturdido motorista abriu a porta para os elementos, estávamos cara a cara com o bandido, assim fosse, mas a guia geriátrica, misto de Carmem Silva e Mãe Diná, após chaqualar pulseiras e balançar colares conseguiu contornar a situação expulsando os pseudo-meliantes, foi uma manobra arriscada colocar o veículo para cima dos mesmos, pior, ter prometido falsa propina se esperassem do lado de fora, risco de sair em desespero pela via muito movimentada, estavamos ilesos embora ainda mais molhados. Jogados fomos, sem muita orientação e aquela hora sentiamos outro vácuo, a fome onde parecia não haver caça. Gato do alemão, única salvação estampada em letreiro sem disfarces, carne crua, de origem aludida, pura perlanca sobre um pão duro e seco que ao vento esfarelava-se pela mão. De resto foi só festa e o que aparece em noticiários, não nos perdemos, apesar da multidão, e valeu cada gota de suor e preço salgado pela água doce do alívio.